O vôlei brasileiro, melhor do mundo, perde qualidade

17/06/2012

São muitas as explicações e justificativas, mas o vôlei do Brasil – o melhor do mundo – começa a dar sinais de que não é mais o mesmo. As derrotas, neste final de semana, das seleções masculina e feminina, para Polônia e Estados Unidos, mostra que o outrora invencível voleibol brasileiro está dando sinais de fadiga.

Algumas decisões tomadas pelos dois técnicos brasileiros, excelentes por sinal, não parecem razoáveis. Mas os especialistas as justificam. Na seleção feminina, por exemplo, o técnico Zé Roberto deixou o time titular treinando no Brasil e colocou uma espécie de Time B para as primeiras rodadas do Grand Prix. O resultado aparente disso é que nenhum dos dois times femininos parece ter “bala na agulha” para grandes enfrentamentos.

No masculino situação é um pouco diferente. Apareceram algumas contusões. Mas, aparentemente, está havendo um “desgaste de material”. O vôlei masculino está passando por uma transição, com a chegada de novos jogadores, nem tão talentosos assim, o que fica evidente no resultado das partidas e no desempenho da seleção.

Agora, não se trata aqui de “caça às Bruxas” ou coisa parecida. O vôlei, tanto o masculino quanto o feminino, nos últimos 15 anos, deu grandes alegrias ao torcedor brasileiro. Não há o que reclamar. Mas existe, não há como negar, uma preocupante constatação sobre a realidade atual. Vamos observar o que vem por aí nas Olimpíadas de Londres.

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